Adeus ao sonho do tri

Adeus ao sonho do tri

Milton Mendes tenta guiar o time durante a parada técnica: Vasco foi dominado pelo Fluminense (foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Após derrota de 3×0 para o Fluminense, Vasco se despede da busca pelo terceiro título Carioca consecutivo

Em janeiro, o Vasco de Cristóvão Borges estreava no Campeonato Carioca contra o Fluminense, e sofria uma expressiva derrota de 3×0. O jogo acionou imediatamente uma espécie de alarme na cabeça dos torcedores, um aviso de que a temporada seria mais complicada que aparentava. Os meses se passaram, o Vasco contratou oito reforços, demitiu Cristóvão e trouxe Milton Mendes. A equipe adquiriu padrão tático, começou a se entregar nas partidas e vinha conquistando resultados, ainda que não convincentes. Comparando o Vasco de abril ao Vasco do restante do ano, a evolução é claramente visível. Parecia que, a cada dia que passava, o cruzmaltino tinha menos em comum com aquele Vasco que perdera na estreia do Carioca. Só parecia.

Na semifinal, diante do mesmo Fluminense, o Vasco novamente perdeu por 3×0 e deu adeus à luta pelo Tricampeonato Carioca de forma medíocre.

O primeiro tempo começou com o tricolor criando jogadas e pressionando o Vasco, sem se conformar com a vantagem do empate. O cruzmaltino estava nervoso no jogo, não conseguia sair e errava passes bobos. Os primeiros 20 minutos foram de total domínio do Fluminense. Na segunda metade do primeiro tempo, o Vasco começou a arriscar e partir para cima, mas perdeu três chances claras de gol que poderiam ter mudado completamente o rumo do jogo: uma com Gilberto chutando pela linha de fundo após a sobra de Douglas, outra com Luís Fabiano cabeceando para fora na cobrança de falta de Nenê e, a mais clara, quando o camisa 10 recebeu uma bola açucarada do Fabuloso, mas acabou chutando em cima de Diego Cavalieri.

Na segunda etapa, não demorou para o jogo tomar contornos de definição: aos 5 minutos, o Fluminense marcou o gol que acabaria bagunçando o Vasco, tanto em seu esquema de jogo quanto na parte psicológica. Em 15 minutos jogados, o placar já marcava 2×0 para o tricolor e Douglas era expulso de campo. A partir daí, o Gigante foi ladeira abaixo. Completamente dominado pelo Fluminense, o time de Milton levou o terceiro gol aos 26 minutos, e então se conformou com a derrota. O jogo terminou sem acréscimos.

O que dizer de um time cujo atacante reserva pesa inacreditáveis 100kg? (foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Ao torcedor, restou um sentimento contraditório de revolta e, ao mesmo tempo, a sensação de que já esperávamos que aquilo poderia acontecer, devido a uma série de fatores: o oba-oba pelo título da Taça Rio, a ilusão da diretoria de que todos os problemas do time na temporada já estavam resolvidos e, principalmente, o nível técnico do Fluminense atual que é bastante superior ao do Vasco. Nosso time tem sim muita vontade, mas não consegue finalizar e, infelizmente, quem não faz, leva. O número de chances perdidas no ataque é um dos principais fatores a serem fixados por Milton Mendes durante as férias forçadas da equipe.

O Vasco agora só volta a campo no dia 14 de maio, na estreia pelo Campeonato Brasileiro, contra o Palmeiras no Allianz Parque. O que nos resta é aguardar e, no mais otimista dos cenários, torcer para que nosso time consiga se recuperar a tempo de evitar um novo vexame.

Raphaela Reis

Raphaela Reis

Estudante de publicidade, 19 anos, nascida e criada no Méier, subúrbio do Rio de Janeiro. Apaixonada por futebol e pelo Vasco desde criança, viciada em ler o caderno de esportes do jornal e desafiante oficial dos tios e primos no FIFA. Infelizmente não realizou a fantasia de se tornar a nova Marta, mas hoje busca nas palavras uma forma de se manter conectada ao mundo da bola.



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