Superliga de vôlei tem reta final eletrizante

Superliga de vôlei tem reta final eletrizante
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Foto: Divulgação/CBV

A maior competição do vôlei brasileiro faz sua estreia na RISE Esportes, com um repeteco na final feminina e grande favoritismo no lado masculino

Estreia hoje na RISE Esportes uma aba para os apaixonados por qualquer tipo de esporte. A aba SHUFFLE traz para você algumas notícias, reportagens e colunas com conteúdos exclusivos sobre os mais variados esportes. Começaremos hoje pelo vôlei, o segundo esporte mais popular do país e que há vários anos tem dado muitas alegrias aos brasileiros. E para se falar de vôlei, não podemos deixar de mencionar o campeonato mais importante do país, a Superliga, que chega à sua reta final e vem trazendo fortes emoções.

A Superliga, como passou a ser chamado o Campeonato Brasileiro de Voleibol a partir da temporada 1994/95, chega à sua vigésima terceira edição. Contando com disputas no masculino e no feminino, a competição possui também duas divisões, Série A e Série B, que foram implantadas na temporada 2011/12. A competição cresce a cada ano, tanto em número de equipes, quanto em competitividade, o que acaba se tornando um atrativo para grandes nomes do voleibol nacional.

Éder, atualmente no Taubaté, levanta a taça do tricampenato mundial do Cruzeiro (Foto: Renato Araújo/DM Press/Divulgação Sada Cruzeiro)

Na temporada atual, deu a lógica pelo lado feminino, Rexona-SESC (RJ) e Vôlei Nestlé, de Osasco (SP), fazem a decisão. A competição masculina está na fase semifinal e o atual tricampeão Sada Cruzeiro, que inclusive foi tricampeão mundial de vôlei em 2016, é o grande favorito para levantar mais um caneco.

Superliga Masculina

A edição de 2016/17 da Superliga Masculina foi marcada pela soberania do Sada Cruzeiro. A equipe quatro vezes campeã nacional venceu 21 dos 22 jogos da fase classificatória, tendo derrotado pelo menos uma vez todos os adversários. A equipe conquistou um total de 63 sets e perdeu apenas (pasmem!) 9.

Nas oitavas de final chegaram apenas os oito primeiros colocados, entre doze clubes e os confrontos foram: Sada Cruzeiro x Canoas; SESI-SP x Minas; Juiz de Fora Vôlei x FUNVIC Taubaté e Montes Claros x Brasil Kirin. Para as semis, se classificaram justamente os quatro primeiros da fase de classificação, que foram o próprio Cruzeiro, o Taubaté, SESI-SP e Brasil Kirin, respectivamente.

Até agora, duas partidas, de uma série melhor de cinco, foram disputadas e o Sada Cruzeiro derrotou o Vôlei Brasil Kirin por 3 sets a 1 duas vezes, uma em casa e a outra fora. Na outra semi, o predomínio foi do FUNVIC Taubaté, que derrotou o SESI-SP também duas vezes. Entretanto, a equipe da capital paulista demonstrou na segunda partida que não vai desistir tão fácil e jogando em casa conseguiu levar a partida até o tiebreak. As duas equipes que lideram as séries até aqui terão a chance de decidir o confronto em casa, com o apoio de ginásios sempre lotados.

Levantador Wiliam, o “Mago”, é um dos principais jogadores da equipe cruzeirense (Foto: Douglas Magno/DM Press/Divulgação Sada Cruzeiro)

A final já tem data e local marcados. O título será decidido em jogo único, no ginásio do Mineirinho (BH), dia 7 de maio, às 10 da manhã. Ou seja, se o Sada Cruzeiro confirmar o favoritismo e chegar à final, irá jogar em casa com toda a torcida pressionando o adversário.

Superliga Feminina

Na competição feminina, assim como na masculina, houve predomínio absoluto de uma equipe. O Rexona-SESC foi derrotado apenas uma vez na fase de pontos corridos e justamente para o segundo colocado, o Vôlei Nestlé. Além disso, foram 65 sets vencidos, contra apenas 16 perdidos. A equipe é a única até aqui a ter três jogadoras entre as dez maiores pontuadoras do campeonato, porém, nenhuma delas figura no top três. A principal delas é a jovem ponteira Gabi, que assumiu a responsabilidade de principal atacante do time.

A fase classificatória teve seu fim no mês de março e as quatro primeiras colocadas foram Rexona-SESC, Vôlei Nestlé, Dentil/Praia Clube e Camponesa/Minas. Nas quartas de final essas equipes enfrentaram, respectivamente, Pinheiros, Fluminense, Terracap/BRB/Brasília Vôlei e Genter Vôlei Bauru. Em uma melhor de três jogos, os quatro primeiros times passaram e apenas o Praia Clube precisou do terceiro jogo para fechar a série.

Nas semifinais, com o duelo decidido em melhor de cinco partidas, o Vôlei Nestlé teve certa facilidade para passar pelo Dentil/Praia Clube, por 3 jogos a 0. Já o time carioca do Rexona-SESC enfrentou uma série complicadíssima contra a excelente equipe do Camponesa/Minas, que conta com as experientes Carol Gataz e Jaqueline, além da segunda maior pontuadora da competição, a oposta americana Destinee Hooker. A série chegou à quinta partida com as duas equipes tendo vencido os jogos apenas fora de casa. No entanto, com um bom público na Jeunesse Arena, o Rexona venceu por 3 sets a 1 e despachou o adversário.

As meninas do Rio precisaram usar toda sua experência e repertório para chegar à mais uma decisão. (Foto: Marcello Dias/Inovafoto/CBV)

A grande final será disputada no próximo domingo, 23 de abril, às 10 horas da manhã. O local da partida já havia sido definido antes e o Rexona-SESC se beneficiou, o campeão será definido em partida única, na Arena da Barra, no Rio de Janeiro. Esta será a décima primeira decisão da história disputada entre as equipes do Rio e de Osasco que, apesar das inúmeras mudanças de patrocínio, conseguiram se manter no topo na última década.

A aposta para o jogo é de uma partida equilibradíssima e um duelo à parte entre as ponteiras Gabi, pelo lado do Rexona, e Tandara – maior pontuadora da competição com 408 pontos – do Nestlé. Além disso, estarão em quadra nomes como Dani Lins, Camila Brait, Fabi e Juciely.

História

Na primeira edição da competição, – temporada 1994/95 – sagraram-se campeões o Leite Moça/Sorocaba, ente as mulheres, e o Frangosul/Ginástica, de Novo Hamburgo (RS), entre os homens. Ambas as finais foram decididas por 3 jogos a zero, sendo o BCN (SP) vice no feminino e o Nossa Caixa/Suzano (SP) derrotado no masculino. Os destaques das equipes eram Fernanda Venturini pelo Leite Moça e o campeão olímpico Carlão pelo Frangosul/Ginástica.

Fernanda Venturini teve um bom retorno às quadras em 2011, levando o time à final. (Foto: Alexandre Loureiro/ VIPCOMM)

A equipe do Rexona-SESC chegou a 16 finais, em um total de 23 edições da competição e, desde que foi fundada, em 1997, e com sede inicial no Paraná, só não disputou cinco decisões. Uma dessas finais marcou a primeira despedida da levantadora Fernanda Venturini, na temporada 2005/06 o Rexona-Ades (como era chamada) derrotou o Finasa/Osasco por 3 sets a 2 e conquistou seu primeiro título após a mudança de sede para o Rio. Aquele foi o décimo primeiro título nacional de Fernanda, conquistado sob o comando do marido e técnico Bernardinho e o ano de seu adeus às quadras.

No ano anterior, a Superliga marcou a despedida das quadras de outra grande estrela do voleibol brasileiro. O ponta campeão olímpico Nalbert ajudou o Banespa/Mastercard (SP) a conquistar o título sobre Telemig Celular/Minas (equipe que foi tetracampeã da competição).

A edição de “maioridade” da Superliga marcou o retorno de Fernanda Venturini às quadras. A levantadora, que havia anunciado aposentadoria cinco anos antes, voltou para disputar a temporada 2011/12 e ajudou o time do Unilever (RJ) a chegar à decisão. A disputa foi vencida pelo Sollys/Nestlé, de Osasco (SP), mas não ofuscou a brilhante participação da atleta de, até então, 41 anos.

Apenas uma decisão da Superliga Feminina de Vôlei foi disputada por equipes tradicionais do futebol brasileiro. Na temporada 2000/01, Flamengo e Vasco transportaram a rivalidade dos campos para a quadra e o Rubro-Negro conquistou o título da Superliga no Maracanãzinho lotado, em uma série emocionante, que foi encerrada na quarta partida.

As meninas Rubro-Negras comemoram o título de 2001 sobre o maior rival. (Foto: Divulgação)

A Superliga de Vôlei já revelou grandes nomes do voleibol brasileiro. Alguns deles foram Bruninho, Lucão, Wallace, Fabiana, Dani Lins e Scheila, e a atual temporada não foi diferente. A oposta Lorene de apenas 21 anos foi um dos grandes destaques entre as mulheres, tendo marcado 330 pontos pelo SESI-SP na competição. Do lado masculino, o também oposto Gabriel de 20 anos, mesmo com impressionantes 296 pontos, não evitou a penúltima colocação da equipe de São Bernardo.

 

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Luan Scanferla

Luan Scanferla

Estudante de jornalismo pela UFF, desde berço aficionado por futebol. Com o passar dos anos e o amadurecimento, me transformei em um apaixonado por ESPORTE. Sempre soube que em meu ofício o esporte deveria estar presente, mesmo que não como “ator”. Gosto de discussões acaloradas sobre o assunto, mas sempre com bom humor e trocadilhos em demasia.



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