Jordy tocou o sino e Caio Ibelli parou o imparável

Jordy tocou o sino e Caio Ibelli parou o imparável
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Foto: Cameron Best/ ABC News

No começo da etapa, a WSL questionava em alto e bom som: Can anyone stop John John? (Alguém pode parar John John?).

A aposta brasileira era um bicampeonato com Filipe Toledo em Bells Beach, mas a esperança foi interrompida pelo calouro Ezekiel Lau. Quase acertamos: o campeonato e a nacionalidade. Se fosse futebol, eu diria que explodiu na trave.

O “quase” atende pelo nome de Caio Ibelli: Brasileiro, 23 anos, o primeiro a entrar e o último a sair da água no último dia de competição da tríplice australiana. Não só foi vice em sua primeira final, como parou o imparável John John Florence na semifinal, com 0.20 pontos de diferença e em uma performance impecável. O havaiano caminhava firme para carimbar seu nome em mais uma etapa da temporada, mas Ibelli assumiu a vez e foi disputar o sino contra Jordy Smith.

Ibelli comemorando e John John ao fundo, sentindo algo diferente do usual (Foto: Reprodução/WSL)

Aí Jordy nos lembrou o porque terminou 2016 como o número 2 do mundo.

O sul-africano de 29 anos começou o Rip Curl Pro tímido, apagado. Logo estava na repescagem contra Glyndyn Ringrose: aí estava sua primeira vitória em Bells Beach. No 3º round viu a sua famosa constante de bons resultados crescer em cima do francês Joan Duru. Daí pra frente pegou todos os brasileiros que ainda competiam – Wiggoly Dantas, Adriano de Souza e Caio Ibelli – na sua escalada forte até o topo (ou até o sino, chame como quiser).

Só Jordy apreciou a vista de cima, mas outros se arriscaram na tentativa. Foi incrível de ver.

Assistimos Owen Wright, Sebastian Zietz e Joel Parkinson ficando no caminho desde o 4º round. Ainda assim, gigantes; John John pôs Bells Beach abaixo –outra vez – com 19.54 pontos, em um heat pesado do 4º round contra seu conterrâneo Zietz, e Fanning, que dispensa qualquer tipo de apresentação. Mesmo tendo alcançado somente a semifinal, a combinação de resultados mantêm o jersey amarelo colado em Florence.

Como é sabido: não adianta chorar pelo leite derramado, nem pela queda do rendimento de Gabriel Medina. Margaret River e Bells Beach nos lembraram que a equipe forte do Brasil se sustenta sobre nove habilidosas pernas.

Aos brasileiros, aplausos.

E o melhor:

Nos vemos no próximo dia 9, no Rio.

 

Resultados do 4º round:

H1 – Frederico Morais (POR) 15.50, Caio Ibelli (BRA) 16.46, Owen Wright (AUS) 11.43

H2 – Mick Fanning (AUS) 18.86, Sebastian Zietz (HAV) 12.94, John John Florence (HAV) 19.54

H3 – Ezekiel Lau (HAV) 16.73, Filipe Toledo (BRA) 15.67, Adriano de Souza (BRA) 14.20

H4 – Wiggolly Dantas (BRA) 14.70, Joel Parkinson (AUS) 14.50, Jordy Smith (AFS) 15.30

 

Resultados das quartas de final:

H1 – Frederico Morais (POR) 14.50 x Caio Ibelli (BRA) 16.00

H2 – John John Florence (HAV) 16.70 x Mick Fanning (AUS) 15.77

H3 – Ezekiel Lau (HAV) 18.60 x Filipe Toledo (BRA) 16.66

H4 – Jordy Smith (AFS) 16.77 x Adriano de Souza (BRA) 10.53

 

Resultados das semifinais:

H1 – John John Florence (HAV) 17.43 x Caio Ibelli (BRA) 17.63

H2 – Ezekiel Lau (HAV) 15.17 x Jordy Smith (AFS) 15.63

 

Resultado da final:

Caio Ibelli (BRA) 17.46 x Jordy Smith (AFS) 18.90

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Izabelle Souza

Izabelle Souza

Estudante de Publicidade, 20 anos, nascida e criada entre Niterói e São Gonçalo. A criança que queria correr na F1, mas acabou nadando até chegar na praia. E ainda bem que chegou! Da areia, não conseguiu evitar se apaixonar pelo surf. Da vida, não foi capaz de separar o trabalho do esporte.



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