Não foi dessa vez: dupla Falcão-Mbappé dizimou as chances do BVB na Champions

Não foi dessa vez: dupla Falcão-Mbappé dizimou as chances do BVB na Champions

A dupla dinâmica do Monaco fez estrago e acabou com as chances do Dortmund (Foto: Reuters)

Todos sabiam que a situação do Borussia após a derrota em casa na partida de ida era difícil de reverter. A equipe alemã precisava vencer por dois gols de diferença, jogando contra uma equipe muito talentosa, rápida e empurrada por sua torcida – que fez bonito ao aplaudir o zagueiro Marc Bartra, ferido no atentado que ocorreu minutos antes da partida em Dortmund. Feito o registro digno de nota, é hora de voltar ao jogo. Ou melhor, ao show do Monaco, que entrou ligado e tratou de matar as chances do adversário ainda na etapa inicial.

E quando o gol é no início da primeira etapa, o choque é pior ainda. O Borussia bem que tentou chegar com Reus no primeiro minuto, mas logo aos três foi a vez dos monegascos atacarem. Após arrancada sem marcação, o lateral-esquerdo Mendy finalizou de fora da área. O goleiro Bürki até se saiu bem e defendeu, mas na sobra não teve jeito: a bola caiu no pé de Mbappé, o menino de ouro, que não perdoou. Um a zero no placar.

Mesmo com o placar folgado a favor do Monaco, não dá para dizer que o período entre o primeiro e o segundo gol não foi movimentado. É quase um consenso que as equipes envolvidas no confronto são as mais promissoras do futebol atual, com treinadores modernos e jovens com vitalidade. Prova disso foi a sequência de lances em rajada. Primeiro, Reus finalizou bem depois de bela jogada, para defesa com algum grau de dificuldade de Subasic. Depois, foi a vez de Bernardo Silva cabecear – detalhe para a nova participação de Mendy, com um cruzamento certeiro – mas o gol não saiu. Dois minutos depois, foi a vez de Nuri Sahin cobrar falta e mandar na trave, em lance que poderia mudar o jogo.

Só esqueceram de avisar ao Dortmund que não se pode brincar com a sorte tantas vezes na mesma partida, especialmente em um período tão curto de tempo. Logo na sequência, quem recebeu completamente livre foi o artilheiro colombiano Falcao García, que parece finalmente ter recuperado a boa fase dos tempos de Porto, que o credenciou a ser um dos maiores atacantes do futebol mundial. E quando a fase é boa, Radamel não perdoa: testada certeira, dois a zero no placar e a classificação praticamente encaminhada.

Com o segundo gol, é preciso dizer que o jogo perdeu em emoção. A partir daí, as duas equipes pouco criaram, a partida se arrastou – muito por conta da necessidade do Borussia de marcar três vezes, algo dificílimo em um jogo fora de casa – e o duelo foi para o intervalo com o placar favorável ao Monaco. 

O resultado adverso, no entanto, não impediu o treinador Thomas Tuchel de mexer na equipe. Primeiro, foi Dembelé que entrou no lugar do lateral Durm, muito mal na partida e que sofreu com as investidas de Mendy. A alteração foi feita ainda no primeiro tempo. No intervalo, foi a vez de Schmelzer entrar no lugar de Sahin. A mudança trouxe um novo equilíbrio à equipe e recolocou o time no ataque. Prova disso é que, logo aos dois minutos da etapa final, o sempre cheio de gás Dembelé deixou Mendy na saudade e cruzou para Marco Reus, que não deixou a desejar e colocou os aurinegros de volta no jogo.

Seria mais uma remontada histórica na Champions League? (Foto: AFP)

Definitivamente não. O gol pode ter saído cedo, mas o BVB não teve muito mais ímpeto para buscar o resultado, ou pelo menos não conseguiu. O sistema implantado por Leonardo Jardim anulou os visitantes e quem poderia ter ampliado o placar ainda mais cedo era o Monaco, que chegou com perigo em duas oportunidades, graças a Touré e Falcao.

Tuchel ainda tentou uma última cartada com a entrada de Pulisic no lugar do português Raphael Guerreiro. Mas enquanto um português foi sacado, o conterrâneo comandante do Monaco teve uma bela sacada: tirou Falcao e Mbappé, dando descanso às suas estrelas, para colocar Dirar e Germain na frente. E como se não bastasse a qualidade da dupla de ataque titular, Germain também resolveu mostrar serviço. Em seu primeiro toque na bola, o substituto recebeu na frente e tocou por debaixo das pernas de Bürki, com muita categoria. A partir daí, foi só sair para o abraço.

Depois do gol, reverter um jogo que já parecia extremamente difícil se tornou impossível para o Borussia. A equipe pouco criou no primeiro tempo e, apesar de ter chegado mais no segundo, não conseguiu realmente assustar a meta defendida por Subasic. Azar dos aurinegros e do futebol alemão, que perde seu segundo e último representante nas quartas de final em dois dias. Agora, o jeito é assistir o resto do torneio pela televisão.

Breno Peçanha

Breno Peçanha

Natural de São Gonçalo, estudante de jornalismo na UFF e estagiário do Globoesporte.com. Vascaíno fanático e torcedor do Leeds United em solo europeu, além de simpatizar com o St. Pauli na Alemanha. Uma das coisas que mais gosto é ler e contar histórias do futebol que pouca gente conhece, especialmente se der para colocar humor. Introvertido, apesar de tudo.



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