NFL – Análise da temporada: Minnesota Vikings

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Vikings visitando seu maior rival, Green Bay Packers, no Lambeau Field (Foto: Reprodução/Minnesota Vikings)

Casa nova, mas inconstância antiga e recorrente; confira como foi a temporada do Minnesota Vikings

Campanha em 2016: 8-8; 3º lugar na NFC Norte

A “síndrome da rodada de bye”, doença que afetou o Philadelphia Eagles, parece ter acertado em cheio também os Vikings de Minnesota. Depois de um começo de sonho para os torcedores, mesmo com uma dúvida na posição de quarterback – muito devido a contusão séria de Teddy Bridgewater, líder da franquia na posição -, o final, apesar da campanha de 8 vitórias e 8 derrotas, terminou sem a vaga nos playoffs e com frustração total.

Com a inconstância dentro da divisão, algo prejudicial a uma boa campanha, a franquia mesmo tendo uma das melhores defesas da competição, tropeçou nas próprias pernas e acabou sofrendo, apesar de ter um time, no mínimo, competitivo.

O lado positivo: o paredão roxo

Com a terceira melhor defesa da competição em temporada regular, os números dos Vikings no setor impressionam: 314 jardas cedidas por jogo e apenas 307 pontos sofridos, sendo 19 por partida, ficando atrás apenas dos Texans e dos Cardinals, respectivamente. Nas jogadas aéreas, a terceira posição do ranking também veio, com 207,9 jardas cedidas por jogo e possibilitando apenas 60,6% de acerto nos passes totais da temporada.

Dentre os destaques individuais, dois nomes foram fundamentais no sucesso do setor e são merecedores da atenção daqueles que gostam do jogo bem jogado: o primeiro é o CB Xavier Rhodes, que ficou em 5º lugar no ranking de interceptações, tendo feito 5 interceptações no total, incluindo uma pick-six (interceptação com retorno para touchdown) monstruosa de 100 jardas contra os Cardinals, indo de endzone a endzone; já o segundo, o DE Danielle Hunter, que apesar de segundo anista, tem números de veterano na liga com 12,5 sacks e 1 fumble forçado na temporada, marcando presença no top 3 da estatística.

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Xavier Rhodes, um monstro na defesa e nas interceptações (Foto: Reprodução/Minnesota Vikings)

Na frente, o jogo aéreo se baseou muito em dois alvos consistentes: o WR Stefon Diggs, segundo anista de extrema agilidade e rapidez, trabalhou em 84 recepções e anotou 3 TDs; com mais força, o TE Kyle Rudolph combinou para 840 jardas, em 83 recepções e 7 touchdowns.

Além disso, a inauguração da nova casa, o US Bank Stadium, fez bem não apenas para o ego, mas também para o planejamento do time. Com uma cobertura especial para aguentar o peso da neve – que é um problema recorrente em Minneapolis – o estádio tem uma arquitetura fantástica e estrutura de dar inveja em qualquer clube de qualquer esporte. A proteção contra o frio é sem dúvida, ponto-chave para o bom desempenho do time, além da acústica melhorada, que favorece a criação do alçapão viking.

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US Bank Stadium, a nova casa dos Vikings (Foto: Reprodução/Minnesota Vikings)

O lado negativo: contusão de AP e queda de Bradford

Não é surpresa que, desde sua chegada na NFL, Adrian Peterson é um dos melhores running backs da liga. Tendo liderado a competição no quesito jogo corrido em 2015, os números do jogador são fantásticos: na temporada de estreia em 2007, 134 jardas e 12 TDs; em 2009, nada menos que 18 TOUCHDOWNS e a consolidação do status de ídolo; em 2012, o maior número de jardas em uma única temporada da carreira, correndo incríveis 2097 jardas.

Os números não mentem. Contudo, uma contusão logo no começo da temporada cortou o camisa 28 da sequência da campanha. Com isso, a divisão da responsabilidade ficou entre Jerrick McKinnon e Matt Asiata, ambos relativamente fracos e que, como esperado, não deram conta do problema. Como consequência, a falta de opções no playbook faz com que a variação, necessária para quebrar a marcação adversária, caia toda em cima de jogadas aéreas, tendo pouco ou quase nenhum jogo terrestre.

Para piorar, aquele que veio para assumir a posição de quarterback não rendeu o esperado. Sam Bradford, apesar do começo promissor antes da rodada de bye, caiu de rendimento e levou o time junto consigo. Nos seus 4 primeiros jogos – sendo que o primeiro do time foi sob o comando de Shaun Hill -, Bradford foi impecável: 6 TDs e nenhuma interceptação. Era Minnesota com 5-0 na contagem e a promessa de chegar firme aos playoffs. Depois do bye, veio a queda e a exposição da sua fraca proteção, que permitiu, no total, 37 sacks na temporada, incluindo um jogo contra os Eagles de 6 sacks e 4 fumbles forçados.

Balanço da temporada: run Vikings, run!

No geral, a temporada do Vikings teve sim, seus momentos de consistência. Os 5 primeiros jogos mostraram um time fortíssimo dentro de sua nova casa e com poucas dificuldades, mesmo viajando para longe. Entretanto, o jogo corrido precisa aparecer em 2017/2018 para que o time saia da mesmice e avance rumo à pós-temporada.

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A provável solução para o jogo corrido vem de Oakland: Latavius Murray (Foto: Reprodução/Minnesota Vikings)

Para isso, o principal reforço (até então) promete bastante: o RB Latavius Murray, vindo de Oakland, fez excelente temporada ano passado, com 788 jardas totais, anotando 12 TDs em 14 jogos. Além disso, os reforços para os dois lados da linha ofensiva – os OTs, Riley Reiff, ex Detroit Lions, e Mike Hammers, ex Carolina Panthers – vão certamente facilitar o trabalho de Bradford e de todo seu backfield.

A projeção é boa. Os números da defesa e a segunda temporada na nova casa prometem. Os reforços pontuais e uma boa escolha no draft podem levar Minnesota longe nessa temporada.

Será que os Vikings vão sair do quase e partir rumo ao Super Bowl? Sem Adrian Peterson, agora free agent, o time ficará órfão de referências? Como sempre, nos resta aguardar e torcer.

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Guilherme Porto

Guilherme Porto

Algo entre o famoso soccer e o lacrosse universitário da Irlanda do Norte me interessam. A paixão por esportes (lê-se quase todos), acompanhada de uma boa resenha e uma cerveja gelada me encantam bastante. E, apesar de não podermos beber aqui, o resto garanto passar com agilidade e muita informação.



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