NFL – Análise da temporada: Arizona Cardinals

NFL – Análise da temporada: Arizona Cardinals
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(Foto: Rick Scuteri/AP)

Palmer decadente, Fitzgerald como um vinho e um David Johnson monstruoso; veja como foi a temporada do Arizona Cardinals

Campanha em 2016: 7-8-1; segundo lugar na NFC Oeste

Se existe um torcedor que ficou tão ou mais decepcionado em 2016 do que o do Panthers, esse torcedor foi o do Arizona Cardinals. Após uma campanha espetacular em 2015, onde perdeu na final da NFC para o próprio Carolina, a franquia do Arizona amargou um ano de apenas sete vitórias.

Antes do início da temporada, Arizona era tido como o favorito ao título da NFC em 2016, acima até do Carolina Panthers, e um dos favoritos ao título do Super Bowl. Toda a expectativa começou a ir por água abaixo logo na primeira semana. O time perdeu em casa para os Patriots sem Tom Brady, no jogo que era dito como o grande problema para New England devido a suspensão de quatro partidas do seu QB principal.

Larry Fitzgerald continua voando – literalmente – mesmo aos 33 anos (Foto: Rick Scuteri/AP)

Carson Palmer teve um grande declínio em relação ao ano anterior e o ataque deixou de ser imparável. Muitas interceptações, sacks e recebedores não tão bons (com exceção de Larry Fitzgerald) comprometeram demais os Cardinals, mesmo com a grande temporada de David Johnson. Dentro da divisão o desempenho até foi bom (4-1-1) ao não perder para Seattle (uma vitória e um empate), apesar da derrota para os Rams.

O que deu certo: David “carreta furacão” Johnson

Se o ataque aéreo de Arizona sofreu mais do que o esperado, David Johnson carregou a franquia nas costas por terra. O running back, que jogou apenas sua segunda temporada na NFL, correu para 1239 jardas e anotou 16 touchdowns. Como Palmer teve dificuldades seus wide receivers tight ends, o RB também recebeu passes. Foram mais 879 jardas e 4 TDs pelo ar.

David Johnson jogou “sozinho” boa parte da temporada (Foto: Rick Scuteri/AP)

Larry Fitzgerald continuou mostrando que ainda tem gasolina no tanque. O WR, mesmo com seus 33 anos, ainda é o único alvo de qualidade acima da média em Glendale. Fitz mais uma vez recebeu mais de 1000 jardas e marcou 6 TDs. O único ponto negativo foi sua média de jardas, 9.6. Primeira vez que o número não atinge dígito duplo desde sua estreia em 2004.

Calais Campbell também continuou seu protagonismo. O defensive end é um dos grandes pass rushers da NFL no momento e em 2016 não foi diferente. O DE anotou 8 sacks, sua segunda melhor marca na carreira. Ao todo são 56.5 sacks em oito anos de NFL, no qual anotou pelo menos cinco em cada uma das últimas sete temporadas. O problema é que Campbell assinou com os Jaguars para 2017.

O que deu errado: o fim de Carson Palmer está chegando

Que Carson Palmer é talentoso ninguém duvida. Mas sempre tem alguma coisa no caminho do QB impedindo-lhe de chegar ao Super Bowl. Com seus 36 anos, Palmer tirou um coelho da cartola e fez um 2015 espetacular. Foi até forte candidato ao prêmio de MVP.

Os Cardinals eliminaram Aaron Rodgers e seu Green Bay Packers num jogo sensacional no Divisonal Round da NFC. Na final, foram surpreendentemente atropelados pelos Panthers de Cam Newton, 49 a 15. Muitos esperavam que Arizona estivesse forte para 2016, mas não foi o que aconteceu.

Agora com 37 anos e com um corpo castigado por lesões sérias ao longo da carreira, Palmer não chegou nem perto do desempenho fora de série de 2015. De 35 TDs, 11 Int, rating de 104.6 e 6 fumbles sofridos em 2015 para 26 TDs, 14 Int, 87.2 de rating e 14 fumbles em 2016. A linha ofensiva também não ajudou muito e a quantidade de sacks subiu de 25 para 40. Ao invés de ficar mais protegido, Palmer acabou tomando mais pancada.

Interceptações, sacks e fumbles foram recorrentes para Carson Palmer em 2016 (Foto: Wilfredo Lee/AP)

O grupo de recebedores ajudou menos ainda. Jaron Brown, J.J Nelson e John Brown não chegam nem perto da qualidade do veterano Fitzgerald. Michael Floyd que não vinha jogando nada foi para os Patriots no final da temporada e não fez falta. A impressão é que Larry com 50 anos ainda será mais prolífico do que os outros wide receivers dos Cardinals.

Saldo: negativo e decepcionante

Pela idade de Palmer e Fitzgerald, o projeto do Arizona Cardinals já era para ter dado certo. Mais precisamente em 2015. 2016 mostrou que o time já tem vários problemas e que precisa de reforços. Para piorar, o melhor jogador da defesa foi embora, abrindo mais um buraco para ser reposto.

Muitos apostam que Arizona irá atrás de um WR no draft para dar mais um alvo para Palmer. Mas isso pode não ser mais o ideal. Rumores começam a apontar que Bruce Arians já pensa em buscar um sucessor para o QB. O head coach estaria interessado em Mitchell Trubisky, de North Carolina.

Seja qual for a escolha, Arizona passará por mais anos longe dos playoffs, assim com em 2016. A não ser que mais uma vez Carson Palmer tire outro coelho da cartola. Mas é difícil, ao passo que os Seahawks continuam fortes na NFC Oeste e os Cardinals perdem força conforme o impiedoso tempo passa para os camisas 3 e 11 de Arizona.

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Vinícius Mathias

Vinícius Mathias

Jornalista e ala-armador nas horas vagas. Sofre nas ligas americanas com Timberwolves, Jaguars, Sharks e Angels. Se arrepende por não ter escolhido o Seahawks. Chelsea e Alemanha trazem felicidade no futebol, pelo menos. Fã de Aaron Rodgers, Jimmie Johnson, Kevin Garnett, Kimi Räikkönen e de uma Heineken bem gelada.



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