NFL – Análise de Temporada: Philadelphia Eagles

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Os Eagles até levantaram vôo, mas tiverem as asas quebradas (Foto: Divulgação/Drew Hallowell)

De um início interessante, com um calouro voando, para um final trágico e campanha final negativa; veja como foi a temporada do Philadelphia Eagles

Campanha em 2016: 7-9; último lugar na NFC Leste

O começo da temporada 2016-17 para os torcedores do Eagles foi nada menos do que um sonho. Em três jogos, três vitórias. O quarterback calouro, 2ª escolha geral no draft, iniciou logo com 5 touchdowns e nenhuma interceptação nas três partidas. Avassalador, uma presença incrível no pocket. Era o sonho do Super Bowl se tornando realidade. Era.

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Início arrasador e um fim trágico: a primeira temporada de Carson Wentz (Foto: Divulgação/Drew Hallowell)

Depois do bye (rodada de descanso de cada time) acontecendo na Semana 4, o time caiu vertiginosamente. Os erros, até então quase inexistentes, resolveram aparecer aos montes. E a campanha, impecável, terminou em tragédia: último lugar da divisão e saldo negativo de 7-9.

O lado positivo: nem tudo é problema em Philadelphia

Não se pode dizer que o ano das águias de Philadelphia foi um desastre.

No comando do ataque, Wentz, mesmo entrando na fogueira e assumindo a titularidade, se saiu razoavelmente bem – não podendo compará-lo, claro, com a exceção Dak Prescott, que foi quase um ET. Carson Wentz, apesar de novo, fez o que podia com um ataque com desfalques e opções muito escassas. A prova disso foi ter Zach Ertz, um TE, como sua principal opção.

Os números são, ao menos, interessantes: acerto de 64,2% dos passes, 3782 jardas totais e um 18º lugar no ranking geral dos quarterbacks. Nada fantástico, mas satisfatório.

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Hicks, um dos destaques individuais da defesa (Foto: Divulgação/Ed Mahan)

Além disso, uma defesa que se mostrou consistente coletivamente, terminando em 13º no ranking é mais um ponto a se ressaltar. Com 342,8 jardas cedidas por jogo, a campanha da defesa foi interessante para uma franquia lanterna de divisão e com campanha negativa. O destaque fica por conta do MLB, Jordan Hicks, aparecendo com 5 interceptações e 1 fumble recuperado.

O lado negativo: sem feijão, não tem feijoada

As opções escassas para variar o playbook, junto às lesõesmataram a evolução dos Eagles na temporada.

Tendo em um tight end sua melhor opção, Wentz teve extrema dificuldade com jogadas aéreas – preferindo investir no jogo terrestre, com o bom RB, Ryan Matthews. O jogador, que terminou a temporada com 9 TDs (8 deles correndo), teve sua participação reduzida e comprometida por uma lesão que o tirou de boa parte da campanha. Zack Ertz, a opção número 1 das jogadas aéreas, anotou 4 TDs em 78 recepções e 816 jardas aéreas, também sem ter jogado todas as partidas por lesão.

Mas o fator decisivo para a queda das águias foi a campanha fraca dentro da divisão: com 2 vitórias e 4 derrotas. Os triunfos apareceram apenas nas últimas duas rodadas – já sem chances de pós-temporada e com os adversários bem encaminhados. Cowboys, Giants e Redskins (que ficou de fora), todos com chances reais de classificação à época, dificultaram a vida do time – que já tropeçava nas próprias pernas. Fora dos playoffs, tendo pesado principalmente o desempenho no quintal de casa, o descrédito dos Eagles perante os fãs da bola oval ainda não caiu.

Balanço da temporada: a esperança é que 2017 deixe fluir o que faltou

Não se pode considerar a temporada das águias boa. As lesões – que não são tão imponderáveis assim na NFL, diga-se – acabaram por travar o avanço do jogo de Philadelphia. Aquilo se pode tirar de lição é que as opções precisam ser renovadas. A projeção é, tendo em vista a temporada de calouro de Wentz é, no mínimo, animadora.

A movimentação de mercado dos Eagles também tem sido motivo para renovar as esperanças de seu torcedor. O ataque aos problemas do último ano tem sido certo e pontual.

Para solucionar o impasse da falta de WR, dois bons nomes chegam para agitar o playbook: Alshon Jeffrey, principal opção do Chicago Bears, e Torrey Smith, veterano vindo de San Francisco. O primeiro, desde sua chegada na liga, tem sido uma excelente opção para jogadas diversas – tendo em 2014 seu melhor ano, com 10 TDs no total; o segundo respondeu bem com 3 TDs em 20 recepções e, apesar de pouco acionado nos Niners, foi um dos poucos destaques de um time com campanha pífia.

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Alshon Jeffery, a provável solução para as dores de cabeça (Foto: Divulgação/Bruce Kluckhohn)

Além deles, Chris Long, DE vindo de New England, é outro nome interessante para uma defesa já consistente na última temporada. Aliado à isso, o ataque reforçado, queimando relógio, consequentemente diminui o tempo da defesa em campo e favorece uma boa campanha do setor dentro dos jogos.

No geral a projeção é boa. As opções melhoraram, os erros tendem a ser corrigidos e a escolha no draft, se bem utilizada, aumenta ainda mais as expectativas. Mas, como tudo na NFL, só nos resta esperar.

Eagles no Super Bowl? A próxima temporada é mais uma de sonhos – e mais do que isso, de esperança.

Fly Eagles Fly!

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Guilherme Porto

Guilherme Porto

Algo entre o famoso soccer e o lacrosse universitário da Irlanda do Norte me interessam. A paixão por esportes (lê-se quase todos), acompanhada de uma boa resenha e uma cerveja gelada me encantam bastante. E, apesar de não podermos beber aqui, o resto garanto passar com agilidade e muita informação.



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