Robben e mais dez: Bayern domina jogo e passa fácil pelo Dortmund no clássico

Robben e mais dez: Bayern domina jogo e passa fácil pelo Dortmund no clássico
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Como nos velhos tempos: a dupla Robben e Ribery ditou o ritmo do Bayern no jogo (Foto: Michel Dalder/Reuters)

A grande atuação do trio ofensivo bávaro e o posicionamento com e sem a bola foram cruciais para o resultado expressivo

As campanhas atuais não mentem: ainda que alguns digam que em clássico não existe favorito, o Bayern entrou na Allianz Arena contra o Dortmund com a expectativa de conseguir uma boa vitória, manter a fase e chegar embalado para o duelo diante do Real Madrid, pela Champions League. A expectativa foi confirmada graças ao show de Robben e companhia, que fizeram com que o jogo terminasse em 4 a 1. O holandês marcou o terceiro gol dos bávaros; Ribéry abriu o placar e Lewandowski fez os outros dois. Do lado dos aurinegros, Raphaël Guerreiro descontou com um golaço.

O jogo começou com o Borussia tentando tomar a iniciativa. Aos dois minutos, o BVB teve boa chance de abrir o placar com Ousmane Dembelé, que pegou torto na bola. Até então, o Bayern mal encostava na bola, mas bastou o primeiro ataque para a magia começar. Em grande troca de passes, Alaba foi lançado na ponta direita. O austríaco levou na linha de fundo e viu Robben abrir espaço para Ribéry, que recuou e pegou de primeira, matando o goleiro Bürki e abrindo o placar logo aos quatro minutos de jogo.

Pouco tempo depois, Ribéry buscou bola no meio de campo e arrancou pela ponta esquerda para ser parado com falta pelo espanhol Bartra – aliás, as arrancadas de Ribéry e Robben foram muitas. Na cobrança, Lewandowski bateu na medida e marcou o segundo gol do líder do campeonato, para a festa da torcida. Vale destacar que, no momento da cobrança, Dembelé virou de costas na barreira e a bola passou no local onde o ponta estava. Mais um erro do jovem na partida.

Depois do segundo gol, o jogo ficou em total controle do Bayern, que neutralizou a tática de três zagueiros empregada pelo técnico Thomas Tuchel. A equipe aurinegra chegava apenas em esticões buscando a dupla Pulisic e Dembelé, bastante apagada no jogo. Enquanto isso, Robben quase ampliou o placar em duas finalizações com sua cara: corte para esquerda e chute seco.

Os três zagueiros de Tuchel foram presa fácil para o Bayern München (Foto: Ronald Wittek/EFE)

No entanto, futebol é um esporte completamente apaixonante por sua imprevisibilidade. Aos 19 minutos, em um dos raros ataques do Dortmund, Vidal afastou mal e a bola sobrou para Raphaël Guerreiro, que acertou um chutaço de primeira, sem qualquer chance para o goleiro Ulreich. Mas não pense que o chileno jogou mal: Arturo foi crucial para quebrar o esquema de marcação alta do Borussia com sua saída de bola qualificada e ainda mostrou muita disposição para ajudar no ataque, não só na criação de jogadas, mas também com algumas tentativas de finalização.

Depois do gol, o jogo passou a ser mais equilibrado, mas a dupla Robben e Ribéry continuou a mil por hora. Com grandes jogadas, infernizaram Schmelzer e Passlack, que ficaram completamente perdidos na marcação durante toda a partida. Prova disso é que no segundo tempo, mais uma vez o holandês fez sua jogada característica, com apenas três minutos. Nem o apoio do zagueiro Papasthatopoulos foi suficiente para evitar o golaço do craque do Bayern, que ampliou o placar e praticamente matou qualquer reação do Dortmund.

Depois de 58 minutos de partida, Tuchel finalmente premiou a péssima atuação de Dembelé e o substituiu pelo turco Emre Mor. Além disso, mudou a formação da equipe para o 4-2-3-1, buscando diminuir o placar. Apesar das tentativas, o jogo manteve-se sob controle bávaro e, no momento em que o Dortmund tentou ameaçar, o Bayern matou a partida. Em uma das raras chegadas no segundo tempo, Aubameyang recebeu lançamento longo, usou a velocidade para botar na frente e finalizou, mas Boateng conseguiu afastar um gol certo.

Na sequência do lance, o Bayern puxou rápido contra-ataque que foi completado por Lewandowski. O polonês arrancou pela esquerda e só parou ao ser derrubado por Burki: pênalti. Na cobrança, bola para um lado, goleiro para o outro e a goleada estava completa. Sem qualquer chance de reação adversária. Ancelotti aproveitou para descansar os craques da equipe, tendo em vista a próxima partida na Liga dos Campeões e testou opções interessantes, como a entrada de Kimmich no ataque.

No fim do jogo, o árbitro optou por não dar qualquer minuto de acréscimo e decretar a vitória da equipe da casa: Bayern 4, Borussia 1. Com a vitória, o Bayern abriu dez pontos de vantagem em relação ao vice-líder RB Leipzig que, mesmo com a distância, manteve o sonho da taça vivo ao vencer o Bayer Leverkusen por 1 a 0.

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Breno Peçanha

Breno Peçanha

Natural de São Gonçalo, estudante de jornalismo na UFF e estagiário do Globoesporte.com. Vascaíno fanático e torcedor do Leeds United em solo europeu, além de simpatizar com o St. Pauli na Alemanha. Uma das coisas que mais gosto é ler e contar histórias do futebol que pouca gente conhece, especialmente se der para colocar humor. Introvertido, apesar de tudo.



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