Raio-X: a honra da Itália veste bianconero

Raio-X: a honra da Itália veste bianconero
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Desde a temporada 2012-13 que apenas a Juve consegue representar a Itália além das oitavas de final da Champions (Foto: Divulgação)

Juventus aposta em sua solidez defensiva e na eficiência de seu ataque para passar pelo Barcelona

Certamente, em diversos lugares do mundo um time que é pentacampeão nacional, prestes a faturar um hexa histórico em seu país, estaria satisfeito com o número enorme de conquistas nos últimos anos. Mas na Itália é diferente. Com a Juventus é diferente. O sonho agora é faturar a terceira UEFA Champions League de sua história.

E por ser diferente que após sentir o gosto de chegar à final em 2015 no Estádio Olímpico de Berlim, a Juventus foi ao mercado, tirou as duas principais estrelas – Gonzalo Higuaín e Miralem Pjanic – de seus principais rivais na briga pelo título italiano nos últimos anos para ter a honra de poder chegar novamente à decisão, para que desta vez possa escrever um final diferente daquele ocorrido em 6 de junho de 2015 na capital alemã. Na ocasião, o time comandado por Massimiliano Allegri perdeu o confronto para o Barcelona por 3 a 1 e terminou como vice campeão do torneio.

Higuaín vem gastando a bola na Bota desde a última temporada (Foto: REUTERS/Giorgio Perottino)

Além dos € 126 milhões gastos para tirar Higuaín e Pjanic de Napoli e Roma respectivamente, o emblema de Turim gastou mais € 40 milhões em nomes como Marko Pjaca, Juan Cuadrado e Mehdi Benatia, totalizando assim um mercado de transferências de quase € 180 milhões. Números que colocaram a Juve entre os times que mais gastaram na janela de verão de 2015-16.

Entretanto, somente dinheiro não importa

Mas do quê adiantaria tanto dinheiro se dentro de campo o time não conseguisse corresponder a todo investimento feito no mercado de transferências? Aliados a um time já fortemente sólido na defesa e muito eficiente em sua transição para o ataque, os novos jogadores do emblema da capital do Piemonte não fazem o torcedor sentir falta de um dos jogadores mais badalados da atualidade: o francês Paul Pogba.

Em um esquema tático, chamado na Itália de super ofensivo, Max Allegri conseguiu aposentar de vez o esquema que vinha fazendo tanto sucesso na Bota, mas que fracassava no restante da Europa. Tendo três dos melhores zagueiros do mundo, era inevitável que o técnico italiano não sucumbisse à tentação de escalar a equipe no tradicional 3-5-2, mas aproveitando-se das lesões de Andrea Barzagli, o técnico ousou e mudou para um moderno 4-2-3-1, aonde, no mínimo, quatro jogadores – Cuadrado, Dybala, Mandzukic e Higuaín – infernizam a defesa adversária e assustam os atacantes rivais com a qualidade e eficiência na recomposição defensiva.

Dybala e Bonucci: os pilares ofensivo e defensivo da Juventus (Foto: Getty Images)

O super ataque

Quando na Itália se fala que o novo esquema da Juve é ultra ofensivo para os padrões italianos, muito se deve à nova dupla de laterais que passaram a vestir bianconero. Em sua melhor temporada na carreira, o lateral esquerdo Alex Sandro tomou conta da posição e foi o responsável pela saída de Patrice Evra do clube, já que o experiente francês não vinha aceitando muito bem a reserva. Os bons jogos do lateral brasileiro fazem até o mesmo o inquestionável técnico da Seleção Brasileira, Tite, ser posto contra a parede. As perguntas sobre a ausência de Alex Sandro são frequentes nas coletivas da Seleção. Comprado por € 26 milhões há duas temporadas, o jogador soma na temporada até agora 32 jogos com 2 gols e 5 assistências e é, junto com Daniel Alves, a principal válvula de escape do time pelos lados de campo.

O atacante que não faz gol

Outro jogador que vem sendo vital neste esquema de Massimiliano Allegri, que ainda não conheceu derrotas na Liga dos Campeões da Europa – são 6 vitórias e 2 empates -, é Mario Mandzukic. Dado como potencial banco de Higuaín no começo da temporada, o croata se adaptou ao novo esquema e se tornou um grande exemplo de jogador que se doa em campo. Com apenas 7 gols na temporada, o jogador é uma das chaves na recomposição proposta por Allegri. Pelo lado esquerdo de campo, o Mr. No Good faz praticamente o box-to-box inteiro, seja atacando ou defendendo.

A solidez de um iceberg

Dizer que um time italiano é sólido defensivamente é óbvio demais, mas com a Juventus vai muito além disso. Com uma base montada desde 2012, quando conquistou o primeiro título da sequência de cinco scudettos seguidos, e que vai se encaminhando para o sexto, o time mais popular da Itália, por vezes, parece se entender apenas com a transmissão de pensamento. Mesmo com as inúmeras baixas desde que voltou ser a dona da Itália, as lideranças de Gianluigi Buffon, Leonardo Bonucci, Andrea Barzagli, Claudio Marchisio e Giorgio Chiellini fazem com que o time não se esqueça da sua principal essência: solidez para buscar as vitórias.

Desde que mudou para o novo esquema, após perder por 2 a 1 para a Fiorentina em 15 de janeiro deste ano, a Juventus disputou 15 jogos – contando todas as competições de qual participa – e não sabe o que é perder desde então. Foram 13 vitórias e 2 empates. Se fosse em um campeonato de pontos corridos, a Juve teria conquistado 41 pontos com um aproveitamento de 91%.

Todos esses fatores fazem a Juventus acreditar que é capaz de passar pelo Barcelona e faturar mais uma Liga dos Campeões da Europa para a já enorme galeria do J Museum. Nos confrontos contra a equipe catalã, a Velha Senhora leva uma ligeira vantagem: em 9 jogos, a Juve venceu 4 vezes, empatou 2 e perdeu outras 3.

A Vecchia Signora vai tentar incrementar a sala de troféus do Juventus Museum com a terceira Orelhuda (Divulgação)

 

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Douglas Dayube

Douglas Dayube

Apaixonado por esportes, não importa aonde ele esteja sendo disputado. Desde os gramados do Maraca até o circuito de Spa, espero levar sempre conteúdo de qualidade aos leitores do RISE.



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