NFL – Análise da temporada: Cincinnati Bengals

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Foto: Frank Victores/AP.

Diversas lesões, mais multas para Burfict e um Dalton desprotegido; confira como foi a temporada do Cincinnati Bengals

Campanha em 2016: 6-9-1; terceiro lugar na AFC Norte

O Cincinnati Bengals alcançou em 2015 a inédita marca de ser a primeira franquia da NFL a perder no primeiro round dos playoffs por CINCO anos consecutivos. O temor de que isso acontecesse uma sexta vez em 2016 passou longe, até porque a pós-temporada não chegou nem perto do Paul Brown Stadium.

Após uma derrota dolorida para os Steelers no playoff anterior, muito por conta das burrices infelicidades de Vontaze Burfict e Adam Jones, era esperada uma mudança mais radical nos Bengals em 2016. Muito se falou de uma possível saída do técnico Marvin Lewis e de punição severa a “Pacman” Jones e Burfict.

Todos continuaram no time, até mesmo Burfict e seu temperamento descontrolado. Após ter sido suspenso de três jogos por conta da pancada que deu em Antonio Brown no fatídico jogo contra Pittsburgh, o linebacker foi multado mais duas vezes em 2016. Uma por pisar em LeGarrette Blount, dos Patriots, e outra por mandar o dedo do meio para os torcedores dos Bills. Em quatro anos de NFL, o OLB coleciona seis multas.

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Burfict continua sendo um fio desencapado (Foto: Getty Images).

Apesar de alguns problemas na defesa, o calcanhar de Aquiles dos Bengals na temporada foi o ataque. Uma linha ofensiva, que permitiu 41 sacks, e várias lesões complicaram demais o trabalho de Andy Dalton. Mesmo assim, o QB ainda passou das quatro mil jardas lançadas.

O que deu certo: Andy Dalton continua evoluindo

O ruivo é muito criticado por não ter vencido nenhum jogo de playoff ainda. Mas o próprio Bengals não vence um desde 1990. Nem tudo pode ser jogado nas costas de Dalton, principalmente a eliminação de 2015 (@Jones e @Burfict).

Andy tem melhorado seu jogo e cuidado muito melhor da bola. Nas primeiras quatro temporadas, o camisa 14 sofreu 13, 16, 20 e 17 interceptações respectivamente. Em 2015 foram 7 e ano passado 8. A porcentagem de acertos no passe continua alta e só não chegou a pelo menos 60% apenas na temporada de calouro.

Passar das quatro mil jardas, quase mil a mais do ano anterior, num ataque que perdeu Tyler Eiffert, Giovanni Bernard e A.J. Green por boa parte da temporada é algo louvável. Ainda mais com uma linha ofensiva que não protegeu seu QB em nenhum momento e permitiu diversos sacks.

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Dalton carregou o ataque quase que sozinho (Foto: Frank Victores/AP).

O fato de perder sempre de cara na pós-temporada tira um pouco do brilho de Dalton em ter levado os Tigres de Bengala aos playoffs cinco vezes em seus cinco primeiros anos como QB. Andy pode não vir a ser um Big Ben ou Drew Brees da vida, mas é um quarterback sólido e de qualidade – e que pode sim levar uma franquia a um Super Bowl. O maior exemplo está na própria divisão dos Bengals, Joe Flacco.

O que deu errado: tá liberado proteger o QB, ok?

A linha ofensiva dos Bengals pareceu a do Seattle Seahawks. Um terror! O grupo que cedeu apenas 41 sacks nas duas últimas temporadas (20, em 2015 e 21, em 2014) permitiu em 2016 os MESMOS 41. Em um ano, Dalton apanhou o tanto dos últimos dois anos juntos.

Para piorar a situação em 2017, o left tackle Andrew Witworth deixou Cincinnati e assinou com o Los Angeles Rams. Do outro lado, o right tackle Eric Winston renovou contrato, mas começou apenas duas partidas como titular em 2016. É bem provável que os Tigres busquem jogadores de linha (ofensiva e defensiva) no draft.

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A bela proteção da linha ofensiva dos Bengals (Foto: Jim McIsaac).

Não há quarterback que dê jeito num ataque que não o protege e só vive lesionado. O tight end Tyler Eiffert, sensação de 2015 com 13 TDs em 13 jogos, só jogou oito partidas. Giovani Bernard ficou fora de seis e A.J. Green também. Aliás, essa foi a primeira temporada de Green em que o WR não alcançou no mínimo mil jardas recebidas.

A saída de Mohamed Sanu fez mais falta do que se esperava, principalmente por conta das lesões. Sanu mostrou o quanto pode ser perigoso quando joga ao lado de um WR top como Julio Jones. E os Bengals tinham esse WR em A.J. Green, mas deram poucos snaps para Mohamed em 2015. Com Sanu, LaFell e Green, a história poderia ter sido bem diferente.

Saldo: negativo, mas as lesões comprometeram

A linha ofensiva e o grupo de linebackers necessitam de reforços urgentemente. Apesar da idade, a saída de Whitworth pode piorar ainda mais as coisas. De resto, alguns reforços pontuais são indicados apenas para dar um renovada na equipe.

A secundária é boa com Dre Kirkpatrick, Adam Jones e George Iloka. Um safety para completar o grupo e um CB para substituir aos poucos Pacman Jones é o ideal. Um jogador de linha defensiva para ajudar os ótimos Geno Atkins e Carlos Dunlap também seria bom. Por conta dos problemas de lesão, o DE Jonathan Allen pode estar disponível na pick 9 dos Bengals no draft e seria o melhor sonho possível do torcedor da franquia.

Veja aqui nossa análise das escolhas das fraquias no draft

Com os movimentos certos, o Cincinnati Bengals pode voltar a brigar pela divisão. Resta saber se um ano vai ser suficiente para destronar os Steelers, que largam como favoritos na AFC Norte.

Bolão da RISE: quantas multas Vontaze Burfict vai tomar esse ano?

Confira também nossas prévias de divisão para a AFC Norte

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Vinícius Mathias

Vinícius Mathias

Jornalista e ala-armador nas horas vagas. Sofre nas ligas americanas com Timberwolves, Jaguars, Sharks e Angels. Se arrepende por não ter escolhido o Seahawks. Chelsea e Alemanha trazem felicidade no futebol, pelo menos. Fã de Aaron Rodgers, Jimmie Johnson, Kevin Garnett, Kimi Räikkönen e de uma Heineken bem gelada.



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