NFL – Análise da temporada: San Diego Chargers

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Philip Rivers foi o destaque dos Chargers, mesmo com poucas opções (Foto: Bob Leverone/AP)

Viradas recorrentes e desfalques importantes por contusão; confira como foi a temporada do San Diego (agora Los Angeles) Chargers

Campanha em 2016: 5-11; último lugar na AFC Oeste

“San Diego é o time da virada, San Diego é o time do amor” com certeza não é uma música que caiba na realidade dos Chargers em 2016-17. A franquia sofreu viradas de placar em 7 das 11 derrotas, produzindo, em termos gerais, um aproveitamento trágico dentro da sua divisão (1-5) – e apenas 31,3% de aproveitamento no total de jogos da temporada regular. Inaceitável para quem visa alcançar a pós-temporada.

O ataque terrestre, apesar de ter melhorado em relação a 2015 — de 31º para 26º no ranking geral —, ainda capengou. Muito por conta de uma linha ofensiva fraca, a proteção de pocket para o QB Philip Rivers e a melhoria nos avanços por corrida foram extremamente prejudicados: 94,4 jardas por jogo, 14,3 a menos que o JOGADOR líder do ranking individual, Ezekiel Elliot, o calouro monstrinho de Dallas.

O lado positivo: alguns destaques na multidão

Se a coletividade não foi forte em San Diego, já não pode se dizer o mesmo de alguns poucos jogadores do roster.

Philip Rivers mais uma vez mostrou porque manda em tudo na cidade, sendo 5º melhor da posição em jardas de passe (4.386 totais) e lançando 33 touchdowns, sua segunda melhor marca na carreira.

Já na parte terrestre, o destaque ficou por conta do segundo anista, Melvin Gordon, com 12 touchdowns totais, sendo 10 de corrida – mesmo com a péssima OL –, o transformando na melhor opção de backfield, com 3,9 jardas por corrida. Algo bom para as condições oferecidas pelo elenco ao jogador, que nem chegou a jogar todos os jogos.

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Joey Bosa, o calouro cosplay de J.J. Watt na bola e no número da jersey (Foto: Greg Ronlov/Chargers)

Enquanto isso, a defesa se surpreendeu com duas chegadas: o defensive-end Joey Bosa e o cornerback Casey Hayward. O primeiro, 3ª escolha geral do draft em 2016, foi eleito o calouro defensivo do ano. Bosa apresentou-se extremamente atlético e forte, com 10.5 sacks nos 12 jogos que participou – incluindo 2 na estreia contra Oakland; o segundo, por sua vez, vindo de Green Bay e com mais rodagem na liga, foi o líder de interceptações da temporada regular – 7 em 16 jogos. Por seu desempenho, Hayward acabou no Pro Bowl.

O lado negativo: contusões importantes e inconstância nos jogos

A temporada 5-11 dos Chargers apontou para diversos problemas na franquia. Um deles, as lesões de jogadores-chave, fez com que o elenco perdesse opções cruciais para o sucesso do playbook. Keenan Allen, peça fundamental da lista de recebedores, perdeu a temporada quase inteira. Algo semelhante já havia acontecido em 2015, quando o wide receiver ficou de fora de 8 dos 16 jogos – e, ainda assim, foi destaque enquanto presente.

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O excelente Keenan Allen participou de apenas 9 jogos, somando 2015 e 2016 (Foto: Divulgação/San Diego Chargers)

Outra falta muito sentida foi a de Danny Woodhead. O running back que foi essencial em 2015, anotando 9 touchdowns – 6 deles aéreos, mesmo sendo corredor -, se machucou logo no início da temporada. A lesão comprometeu o trabalho de Rivers e seus coordenadores de ataque.

Além disso, o número assombroso de plot twists sofridos foi fatal para os Chargers. Fora a derrota para o Cleveland Browns, time de pior campanha da liga (1-15), algo que deve ter feito muito torcedor chorar de raiva foram as 7 viradas nas 11 derrotas sofridas. O fato denuncia a inconstância do time de San Diego e sua dificuldade em manter o ritmo dentro das partidas. A queda para Miami na Semana 10 certamente foi a ilustração perfeita do desastre: 4 interceptações no ÚLTIMO QUARTO e uma reta final patética tenebrosa em todos os sentidos.

Balanço da temporada: uma linha ofensiva não faz mal a ninguém

A última temporada em San Diego mais uma vez teve números muito bons de Philip Rivers. Um 2016 recheado de problemas de contusão e jogos de profunda desatenção e descontrole no ataque expõem uma necessidade latente de uma nova linha ofensiva.

Para isso, o clube gastou 53 milhões de dólares em um contrato de 4 anos com o offensive tackle, Russell Okung, do Denver Broncos – algo temerário, já que Okung é um jogador inconstante e com problemas de lesão recorrentes. A franquia apostou também na 7ª escolha geral do draft desse ano para reforçar a defesa, que também precisa de melhorias.

A mudança de localidade deve trazer novos ares ao time. De casa nova e com novas motivações, os Chargers tem tudo para fazer uma temporada melhor em Los Angeles. Resta saber agora se o time continuará sendo os “Super Chargers” da famosa musiquinha que os acompanhou até então, ou se a sina de sofrer para chegar longe na liga ainda vai prosseguir.

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Guilherme Porto

Guilherme Porto

Algo entre o famoso soccer e o lacrosse universitário da Irlanda do Norte me interessam. A paixão por esportes (lê-se quase todos), acompanhada de uma boa resenha e uma cerveja gelada me encantam bastante. E, apesar de não podermos beber aqui, o resto garanto passar com agilidade e muita informação.


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