NFL – Análise da temporada: New York Jets

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Foto: David Richard/AP.

A volta de Ryan “Fitztragic” com direito a seis interceptações em um jogo; confira como foi a temporada do New York Jets

Campanha em 2016: 5-11; último lugar na AFC Leste

A temporada 2016 do New York Jets foi um baque de realidade após o quase conto de fadas vivido no ano anterior. Em 2015, os Jatos fizeram uma campanha de 10-6 e perderam a vaga nos playoffs na última partida da temporada regular. Em 2016, a pós-temporada passou longe.

O grande problema dos Jets nesse ano foi Ryan Fitzpatrick. Por conta do desempenho surpreendente em 2015, com 31 touchdowns e 15 interceptações, o quarterback de qualidade questionável seguiu como titular. Um desastre já anunciado na última Semana de 2015, quando NY precisava vencer os Bills para chegarem à pós-temporada, mas perdeu após Fitz ser interceptado TRÊS vezes no último quarto.

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Brandon Marshall cansou de bolas ruins e vai pros Giants em 2017 (Foto: Kathleen Malone-Van Dyke)

O desempenho digno do apelido “Fitztragic” não foi o único responsável pela péssima temporada de Nova York. A “ilha” Darrelle Revis não funcionou mais e o experiente cornerback foi queimado em inúmeras jogadas. A linha defensiva, ranqueada como top 3 da liga, deixou a desejar com Muhammad Wilkerson, Leonard Williams e Sheldon Richardson jogando abaixo do esperado.

O que deu certo: um recebedor inesperado

Em 2015, Brandon Marshall e Eric Decker formaram a melhor dupla de wide receivers da NFL. Juntos eles somaram 2529 jardas (1502 e 1027, respectivamente) e 26 TDs (14 e 12). Porém, Decker jogou apenas três jogos em 2016 até sofrer uma lesão e ficar fora da temporada. Com o desempenho ruim dos QBs e sem seu parceiro de recepção, a produção de Marshall também caiu.

Quem surgiu do nada depois do ocorrido foi Quincy Enunwa. O WR, que só tinha feito 22 recepções na temporada 2015, se tornou uma peça confiável do ataque e alvo de várias big plays. Enunwa liderou o ataque aéreo em jardas ao receber para 857, além de anotar 4 TDs.

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Na ausência de Decker, Enunwa foi o destaque dos WR (Foto: Joseph D. Sullivan)

Para efeitos comparativos, Marshall teve 788 jardas – quase metade das 1502 do ano anterior. Porém a quantidade de recepções caiu quase que na mesma proporção, de 109 para 59. Ou seja, a culpa principal foi por conta dos QBs Fitzpatrick, Geno Smith e Bryce Petty.

O que deu errado: de Fitzmagic para Fitztragic

De 3905 jardas, 31 TDs e 15 Int para 2710, 12 e 17. Esse foi o tamanho do declínio de Fitzpatrick. A mágica deu lugar à tragédia, com direito a um jogo inacreditável de ZERO touchdowns e SEIS interceptações contra os Chiefs na Semana 3.

Quando finalmente o head coach Todd Bowles resolveu trocar de QB e colocar o também criticado Geno Smith, o destino não ajudou. Geno se machucou no segundo jogo e Fitzpatrick voltou a ser titular.

Com a temporada indo por água abaixo, os Jets começaram a dar oportunidades para Bryce Petty. Em seu segundo ano na NFL, Petty fez sua estreia como profissional e jogou seis partidas. O desempenho não foi dos melhores e o camisa 9 lançou 3 TDs e 7 Int.

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Torcedor dos Jets sofreu com Fitzpatrick esse ano (Foto: Lee S. Weissman)

Mesmo longe de estar pronto, surpreendeu a escolha do New York Jets de não testar o calouro Christian Hackenberg. Claro que evitou “queimar” o rookie cedo, mas em uma temporada perdid,a em que os QBs foram mal, um desempenho ruim de Hackenberg seria até bom. Ainda mais porque os Jets gastaram uma escolha de segunda rodada pelo QB no último draft.

Saldo: negativo, mas a Fitztragic era anunciada

A temporada de 2015 foi um ponto fora da curva nos últimos anos do New York Jets. Após um 2016 lamentável, Fitzpatrick virou agente livre e até agora não encontrou uma nova equipe. A saída do barbudo não significa necessariamente um passo adiante para NY.

Os Jets precisam de um quarterback para o futuro. Pode ser ou não ser Petty/Hackenberg, pode ser ou não ser alguém do próximo draft (Trubisky, Watson, Mahomes ou Kizer) – mas qualquer um destes seria uma tentativa diferente. Entretanto, a contratação de Josh McCown (ex-Browns) deixa a entender que os Jets vão apostar mais uma vez em um QB nível “tapa-buraco”.

A contratação de McCown pode fazer sentido apenas em uma ocasião: os Jets precisam de alguém para segurar o time enquanto um novo QB é desenvolvido. Ao mesmo tempo, também é necessário alguém para renovar o ambiente. Neste caso, ok. Agora, se McCown chegar para ser o franchise quarterback, a tragédia vai continuar.

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Vinícius Mathias

Vinícius Mathias

Jornalista e ala-armador nas horas vagas. Sofre nas ligas americanas com Timberwolves, Jaguars, Sharks e Angels. Se arrepende por não ter escolhido o Seahawks. Chelsea e Alemanha trazem felicidade no futebol, pelo menos. Fã de Aaron Rodgers, Jimmie Johnson, Kevin Garnett, Kimi Räikkönen e de uma Heineken bem gelada.



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