O show do Índio

O show do Índio

Momento exato em que a bola toca a barriga, não a mão, de Renê (foto: reprodução)

Clássico entre Flamengo e Vasco tem futebol ofuscado e holofotes na arbitragem

 

No Clássico dos Milhões deste domingo, a grande estrela foi Luiz Antônio Silva Santos, também conhecido como Índio. A atuação do árbitro foi tão desastrosa, que o comentarista de arbitragem da ESPN, Sálvio Espínola Fagundes, pediu para que o juiz se aposentasse, ao vivo, no programa Bate-Bola. O circo armado por Índio contou com uma simulação de agressão diante de Luis Fabiano, que mereceu sim a expulsão, e um pênalti inacreditavelmente inventado no fim do jogo.

Difícil falar de futebol depois desse espetáculo do absurdo. Mas vamos tentar. O jogo foi bem equilibrado, com as duas equipes alternando o comando das ações. O Flamengo começou muito mal, parecia desconcentrado, desmotivado, sem clima de clássico. Mas depois do apagão, demonstrou mais empenho, apesar de ainda desorganizado. Voltou do intervalo melhor e começou a pressionar o Vasco. E logo após a expulsão do Fabuloso, encontrou mais espaços e virou o placar.

Poderia ter ampliado e matado o jogo. Perdeu chances. Não o fez. E alguns vacilos, como faltas desnecessárias, chamaram o time do Vasco para o nosso campo. O gol de empate, apesar de ter saído de forma absurda, estava amadurecendo. Não foi um resultado injusto. O Flamengo repetiu alguns erros, como a recomposição defensiva nos contra-ataques. Os substitutos de Diego e Guerrero (Mancuello e Damião) foram muito mal. O centroavante inclusive deu uma senhora furada na cara do gol.

Zé Ricardo perdeu uma ótima oportunidade de testar os garotos junto com o resto dos titulares, para observar se eles podem ser os reservas imediatos. Contra um adversário grande e com um jogo que não vale nada, era a chance perfeita. Desperdiçou. E o resultado foi péssimo. Não pelo empate, afinal o jogo realmente não valia nada para nós. Mas pelo desempenho ruim. Esperamos mais uma vez pelo conserto destes erros.

Gabriel Rolim

Gabriel Rolim

Jornalista, rubro negro de arquibancada ou de bar. Rap é minha trilha sonora. No basquete, a torcida vai pro Miami Heat, além do Mengão, é claro. Dou meus palpites sobre Rap lá no canal 5obre no Youtube.


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