NFL – Análise da temporada: Jacksonville Jaguars

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O uniforme color rush dos Jax é semelhante à temporada: broxante (Foto: Frederick Breedon/Getty Imagens)

O ataque não veio para 2016 e Bortles parecia Fitztragic; mesmo assim os Jax continuam vencendo em Londres; veja como foi a temporada do Jacksonville Jaguars.

Campanha em 2016: 3-13; último lugar na AFC Sul

Dizer que o Jacksonville Jaguars foi uma decepção é chover no molhado e mais feio do que esse uniforme color rush, só o desempenho do time mesmo. Geralmente não se espera muito da franquia – e nesses casos ela acaba entregando ainda menos. O ano de 2016 foi atípico e se esperava bastante dos Jax. Talvez até um título de divisão. Não rolou.

Em 2015, os Jaguars fizeram 5-11 e mostraram um grande poder ofensivo, com jogadores muito jovens. Blake Bortles quebrou o recorde da franquia ao lançar para 4428 jardas, além de 35 touchdowns. Os wide receivers Allen Robinson e Allen Hurns foram a primeira dupla de 24 anos (ou mais jovem) a marcar pelo menos 1000 jardas e 10 TDs, cada um, em uma mesma temporada.

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The Allen Brothers não chegarem nem perto do desempenho recorde de 2015 (Foto: Sam Greenwood/Getty Images)

Com esse ataque aéreo feroz, Jacksonville precisava reforçar o jogo terrestre – e principalmente a defesa. Da free agency chegaram o running back Chris Ivory e os defensores Malik Jackson, Prince Amukamara e Tashaun Gipson. Do draft ainda chegaram Jalen Ramsey, Myles Jack e Yannick Ngakoue.

Em uma AFC Sul nivelada por baixo e o com uma defesa nova, era esperado que as jaguatiricas brigassem por playoffs. O problema foi que o ataque avassalador de 2015 parou no tempo. Bortles regrediu e ninguém conseguia correr com a bola. Com um elenco melhor, os Jaguars venceram dois jogos a menos do que na temporada anterior.

O que deu certo: temos uma defesa e Jalen Ramsey é monstruoso

As trocas que Rams e Eagles fizeram na busca pelos QBs Jared Goff e Carson Wentz abriu caminho para que o melhor prospecto da classe de 2015 caísse no colo dos Jaguars. Claro que a temporada surreal de Dak Prescott e Ezequiel Elliott, calouros dos Cowboys, roubou a cena, mas o ano de Ramsey também foi digno de destaque.

O calouro logo assumiu o posto de cornerback 1 do time e foi responsável por marcar o melhor wide receiver adversário. Ramsey mostrou um combo perfeito de força física, velocidade, senso de colocação e leitura de rotas. Não à toa, foi escolhido paro time titular dos rookies de 2015 e ganhou o prêmio de Jogador Defensivo da AFC na Semana 16.

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Jalen Ramsey mostrou que pode ser o melhor CB da NFL nos próximos anos (Foto: AP)

Com Ramsey evoluindo a cada jogo, toda a secundária dos Jaguars cresceu. Mesmo com vacilos de Amukamara, Cyprien, House e cia, a defesa dos Jax foi a sexta que menos cedeu jardas aos adversários – além de ser a quinta melhor contra o passe. Em 2015 era a nona pior em jardas totais e a quarta pior contra o passe. Jacksonville cedeu quase 1000 jardas aéreas a menos do que no ano anterior.

Quem se destacou na defesa foi outro calouro, o já citado Yannick Ngakoue. O defensive end conseguiu oito sacks, recorde para um rookie da franquia, e melhorou muito o pass rush dos Jaguars. Com as chegadas de Calais Campbell, Barry Church e A.J. Bouye, a expectativa é que a defesa melhore ainda mais.

O que deu errado: Blake Bortles desempolgou

É meio que inexplicável a queda meteórica que Blake Bortles teve de um ano para outro. Por incrível que possa parecer, a quantidade de sacks sofridos pelo QB caiu de 51 para 34. Com menos pressão e mais proteção, o desempenho piorou.

Assim, mesmo que a linha ofensiva não seja das boas e o jogo terrestre tenha sido um fiasco, fica difícil dividir a culpa pelo desempenho de Bortles. Agora a dúvida que paira sobre o camisa 5 é: qual temporada foi uma exceção à sua real qualidade, a muito boa de 2015 ou a muito ruim de 2016?

O futuro que parecia garantido na Flórida está em xeque. O último ano do contrato de calouro do QB chegou – e caso Jacksonville queira exercer a opção de quinto ano, terá que pagar a Bortles a média dos salários dos 10 quarterbacks que mais ganham. Basicamente, um salto de 3 para 20 milhões.

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A batata de Blake Bortles está assando em Jacksonville (Fotos: John Raoux/AP)

É notável que Gus Bradley demorou muito para ser demitido do cargo de treinador. O head coach nunca conseguiu extrair tudo de Bortles e colecionou chamadas duvidosas de jogadas. O problema é que Doug Marrone, novo técnico, não parece ser a pessoa mais indicada para que o QB evolua.

A provável vinda do running back Leonard Fournette no draft pode salvar a vida de Bortles. Caso esteja disponível na pick 4 e seja selecionado pelos Jax, o jogador de LSU pode aliviar a pressão do QB e estabelecer um jogo terrestre poderoso. Coisa que Chris Ivory e T.J. Yeldon passaram MUITO longe de fazer em 2016.

Saldo: negativo, uma das maiores decepções da temporada

Talvez considerar os Jaguars como favorito da AFC Sul em 2016 tenha sido um baita exagero. Mas todos esperavam que pelo menos brigasse pelo título. A melhora, dada como certa, passou longe da Flórida. Ao invés do 5-11 de 2015 virar um 7-9 ou 8-8, acabou regredindo para um patético 3-13 em 2016.

Mais uma vez o time vem se mexendo bem na free agency (até melhor que no ano anterior) e o draft deve ser tão bom quanto. Se a sina do time melhorar no papel e a piora nos resultados continuar, o 0-16 pode ser realidade. Na verdade, seria um 1-15, porque se tem um jogo no ano que os Jax ganham, é o jogo em Londres.

Brincadeiras à parte, o elenco em 2017 se mostra mais forte do que os dos últimos anos. Se vai render ou não, depende de Blake Bortles. E pra torcida dos Jaguars é melhor que renda, ou tempos sombrios de Chad Henne podem retornar em breve.

Confira também as prévias de divisão da AFC Sul

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Vinícius Mathias

Vinícius Mathias

Jornalista e ala-armador nas horas vagas. Sofre nas ligas americanas com Timberwolves, Jaguars, Sharks e Angels. Se arrepende por não ter escolhido o Seahawks. Chelsea e Alemanha trazem felicidade no futebol, pelo menos. Fã de Aaron Rodgers, Jimmie Johnson, Kevin Garnett, Kimi Räikkönen e de uma Heineken bem gelada.



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