NFL – Análise da temporada: Chicago Bears

NFL – Análise da temporada: Chicago Bears

Foto: Nam Y. Huh/AP

Alshon Jeffery e Jordan Howard carregando o time nas costas e o fim da era Jay Cutler; veja como foi a temporada 2016 do Chicago Bears.

Campanha em 2016: 3-13; último lugar na NFC Norte

O ano de 2016 foi mais um de agonia para o Chicago Bears. A torcida de uma das franquias mais famosas da NFL viu seu time passar longe de brigar por uma vaga nos playoffs. Mais uma vez, os Ursos da Cidade do Vento ficaram um degrau abaixo só um? dos rivais da NFC Norte.

A temporada começou turbulenta, com mais uma lesão do wide receiver Kevin White e as saídas do tight end Martellus Bennett para os Patriots, e do running back Matt Forte para os Jets. Para melhorar piorar, Jay Cutler se machucou logo no início. Aí Brian Hoyer jogou até se lesionar, Cutler voltou, e no final quem assumiu o posto de quarterback foi Matt Barkley.

O que deu certo: Bears voltaram a vencer no Soldier Field

“Dar certo” e “voltaram a vencer em casa” são frases muito fortes para analisar a temporada do Chicago Bears. Mas se levarmos em consideração que o time só piora a cada ano e que três QBs marromenos lideraram a equipe, vencer três partidas em casa foi até uma façanha.

Vencer três partidas em casa estava se tornando algo raro em Chicago. (Créditos: Scott Boehm/AP)

Afinal, desde 2013 os Bears não têm uma campanha positiva em casa. Em 2014 foram duas vitórias e seis derrotas; em 2015 apenas uma vitória e sete derrotas. A verdade é que nos últimos anos Chicago foi presa fácil para seus oponentes.

Em 2016 se esperava ainda menos do “time que não ganha em casa”. O contrapeso aqui vai para a derrota para os Jaguars num jogo que Chicago liderava por 13 a 0 no início do último quarto… Mesmo assim, dois triunfos vieram contra os rivais Lions e Vikings. Os Bears estiveram a uma quarta descida de bater Green Bay e varrer a divisão no Soldier Field, mas um certo Aaron Rodgers estragou os planos.

Quem mandou bem também foi o calouro Jordan Howard. O substituto de Forte foi o segundo running back que mais conquistou jardas terrestres na NFL. Foram 1313, além dos 6 TDs anotados.

O que deu errado: duas coisas – Jay Cutler e todo o resto

Se já é complicado para um time acertado ter um QB inconsistente, imagina para uma equipe toda bagunçada? A casa dos Bears já anda desarrumada há um bom tempo e 2016 foi ainda pior com as perdas das grandes armas ofensivas: Martellus Bennett e Matt Forte. Sobrou pra Alshon Jeffery carregar o ataque aéreo sozinho com Cutler, Hoyer e Barkley lançando pato morto bola.

Cutler finalmente foi dispensado dos Bears (Créditos: AP)

O lado bom da temporada ridícula dos Bears foi a certeza (como se não houvesse antes) de que não dava mais para o camisa 6 ficar em Chicago. Já era de se imaginar que Cutler continuava no time apenas por conta de seu contrato absurdo, que penalizaria demais a franquia no salary cap caso dispensassem o quarterback em 2016. Talvez apenas uma temporada milagrosa, ou nem isso, o manteria em 2017. Pois bem, a temporada boa não rolou.

Cutler se machucou logo no segundo jogo do ano e viu Brian Hoyer assumir a posição. E – pasmem – jogou até bem. Foram quatro jogos passando das 300 jardas, com 6 touchdowns e nenhuma interceptação. Jay, por outro lado, não alcançou 300 jardas em nenhuma das cinco partidas e terminou com 4 TDs e 5 Int.

Saldo: negativo, mas ninguém esperava algo muito melhor

Claro que ver o Chicago Bears numa campanha de 3-13 é estranho, mas o resultado condiz com o atual momento da franquia. É necessária uma reconstrução grande e o primeiro passo foi dado ao finalmente se livrar de Jay Cutler.

Resta saber quais são os planos para Mike Glennon, novo QB da equipe, ex-Buccaneers. Seja qual for, a expectativa é que o time melhore a campanha e não fique 0-8 de novo fora de casa. Os Bears foram a única franquia a não vencer nenhum jogo em território inimigo em 2016, ao lado dos Browns.

Vinícius Mathias

Vinícius Mathias

Jornalista e ala-armador nas horas vagas. Sofre nas ligas americanas com Timberwolves, Jaguars, Sharks e Angels. Se arrepende por não ter escolhido o Seahawks. Chelsea e Alemanha trazem felicidade no futebol, pelo menos. Fã de Aaron Rodgers, Jimmie Johnson, Kevin Garnett, Kimi Räikkönen e de uma Heineken bem gelada.



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