NFL – Análise da temporada: San Francisco 49ers

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Foto em destaque: Ezra Shaw/Getty Images.

Polêmicas com protestos de Kaepernick, 13 derrotas seguidas, vitórias só contra os Rams, Hyde doutrinando e Gabbert sendo Gabbert; confira como foi a temporada do San Francisco 49ers

Campanha em 2016: 2-14; último lugar na NFC Oeste

As coisas não andam muito bem das pernas em San Francisco. Pelo terceiro ano consecutivo, os 49ers ficaram fora dos playoffs, e a campanha vem sendo cada vez pior. 8-8 em 2014, 5-11 em 2015 e o patético 2-14 em 2016.

A temporada foi marcada pelos protestos do quarterback Colin Kaepernick durante a execução do hino nacional norte-americano antes das partidas. Kaep se ajoelhava ou sentava ao invés de ficar de pé. O gesto não era um desrespeito à bandeira ou gesto antipatriota, como alguns imaginaram, mas sim uma forma de chamar atenção ao problema de racismo nos Estados Unidos.

O assassinato de jovens e adultos negros incentivou Kaepernick a botar a boca no trombone. Em diversas entrevistas, o QB disse estar usando sua influência e visibilidade para dar voz àqueles que não podiam fazer iso e lutar por um país igualitário para todos. Muitos jogadores seguiram os gestos do camisa 7 e diversos protestos aconteceram pelo país.

Kaepernick sendo acompanhado por Eric Reid durante o hino; gesto se espalhou pela NFL em 2016 (Foto: Thearon W. Henderson/Getty Images)

Dentro do campo, Kaepernick não conseguiu liderar os 49ers a lugar algum. O time perdeu 13 jogos seguidos e tem que agradecer todo dia por estar na mesma divisão do Los Angeles Rams. As duas únicas vitórias no ano foram contra o rival da NFC Oeste, com direito a um sonoro 28 a 0 na abertura da temporada.

O que deu certo: Carlos Hyde

O running back carregou, literalmente, o ataque de São Francisco nas pernas. Com a ineficiência de Blaine Gabbert e Colin Kaepernick em lançar passes, Carlos Hyde carregava a bola muitas vezes contra uma defesa adversária mais reforçada na linha de scrimmage.

Mesmo “jogando sozinho” e utilizado de forma excessiva, Hyde conseguiu 988 jardas terrestres, média de 4.6 por carregada, e anotou 6 TDs. O RB ainda contribuiu com o jogo aéreo ao receber 163 jardas e marcar mais 3 touchdowns recebendo passes.

Carlos Hyde foi o famoso One Man Army™ de San Francisco (Foto: Thearon W. Henderson/Getty Images)

A expectativa é que o jogo de Hyde cresça quando tiver um QB bom ao seu lado. Com a ameaça de passe, as trincheiras ficarão menos congestionadas, permitindo que o camisa 28 tenha mais sucesso nas corridas. Afinal, Carlão levou os 49ers a ter o quarto melhor ataque em jardas terrestres da liga.

O que deu errado: Blaine Gabbert não dá!

Ok, todos sabemos que aquele Colin Kaepernick que quase ganhou o Super Bowl XLVII (47) foi uma miragem/milagre/aberração da natureza. Mas dar a titularidade pra Blaine Gabbert é um pouco absurdo demais. Gabbert, aquele mesmo que perdeu a vaga para Chad Henne nos Jaguars anos atrás… e olha que Henne é ruim que chega a doer.

Em cinco jogos como titular na temporada, Gabbert só passou das 200 jardas em um e ainda lançou mais interceptação do que touchdown: 6 a 5. Não à toa, Kaepernick voltou a ser titular. San Francisco continuou perdendo, mas Kaep teve 16 TDs e 4 Int, além de um rate bem melhor, 90.7 a 68.4.

Blaine Gabbert não deixará saudades nos 49ers (Foto: Ted S. Warren/AP)

Com essa dupla de QB, os 49ers tiveram o segundo pior ataque ganhando jardas totais (adivinha quem foi pior? Sim, os Rams) e o pior conquistando jardas aéreas. No outro lado, a defesa não ajudou em nada também. SF foi o único time a ceder mais de 400 jardas por jogo em média. Além disso: pior defesa cedendo pontos e também contra o jogo terrestre. Um desastre.

Saldo: negativo, bem mais do que o esperado

Ninguém esperava muita coisa dos 49ers esse ano. Mas ninguém também imaginava uma temporada de 2-14, e que em muitos aspectos foi pior que a do Cleveland Browns. De um certo ponto é normal, já que SF ainda passa por um processo de renovação devido a saída e aposentadoria de muitos jogadores do time que chegou ao Super Bowl de 2012.

Para 2017, San Francisco trouxe o badalado Kyle Shanaham, ex-coordenador ofensivo dos Falcons, para ser o novo head coach, devido ao fiasco com Chip Kelly. O alvo para QB era Kirk Cousins, mas a tag exclusiva imposta pelos Redskins dificultou o desejo do novo técnico. Com Gabbert e Kaepernick fora, a franquia trouxe a dupla ex-Bears, Brian Hoyer e Matt Barkley.

Fica a expectativa se os 49ers selecionarão algum quarterback neste draft ou se vão esperar até 2018. E essa espera até 2018 será para algum calouro ou para Kirk Cousins (que pode ser free agent)? O fato é que a próxima temporada ainda deve ser difícil para os torcedores de San Francisco.

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Vinícius Mathias

Vinícius Mathias

Jornalista e ala-armador nas horas vagas. Sofre nas ligas americanas com Timberwolves, Jaguars, Sharks e Angels. Se arrepende por não ter escolhido o Seahawks. Chelsea e Alemanha trazem felicidade no futebol, pelo menos. Fã de Aaron Rodgers, Jimmie Johnson, Kevin Garnett, Kimi Räikkönen e de uma Heineken bem gelada.



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