NFL – Análise da temporada: Cleveland Browns

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Comemoração foi cena raríssima na temporada dos Browns (Foto: AP).

Uma vitória, três quarterbacks, quinze derrotas e muitas escolhas futuras de draft; veja como foi a temporada 2016 do Cleveland Browns na NFL.

Campanha em 2016: 1-15; último lugar AFC Norte

No quesito dentro de campo, o Cleveland Browns padece e agoniza nas últimas temporadas. Enquanto seus conterrâneos Cavaliers e Indians conquistaram a NBA e foram vice na World Series da MLB, respectivamente, os Marrons venceram apenas um jogo na NFL em 2016.

A aposta em Robert Griffin III deu o que era esperado: errado. Mais uma vez o QB sofreu com lesões e atuações limitadas. A incapacidade da comissão técnica em definir Josh McCown ou Cody Kessler como titular, na ausência de RG3, também não ajudou em nada.

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RG III decepcionou em mais uma volta (Foto: AP).

Fora de campo a história é outra. A diretoria dos Browns tem feito excelente trabalho e será destaque nos próximos dois drafts por conta das diversas escolhas acumuladas. Com a pior campanha em 2016, Cleveland terá a cobiçada pick 1 em 2017. Confira como foi a temporada dos Browns.

O que deu certo: em campo, quase nada. Mas fora dele…

A única vitória veio apenas no penúltimo jogo da temporada, 20 a 17 contra os Chargers. Ok, foi mais por conta do kicker adversário do que por méritos próprios, mas vitória é vitória. Josh Lambo acertou apenas um de três field goals tentados, errando um de 43 jardas que empataria a partida no estouro do relógio. Dito isso, fica complicado achar algo dentro de campo que tenha funcionado bem para os Browns.

Pelo chão, o running back Isaiah Crowell tirou leite de pedra e conseguiu 952 jardas terrestres, 319 aéreas e 7 TDs. Já o wide receiver Terrelle Pryor fez chover sozinho no ataque aéreo, passando das 1000 jardas recebidas, e devido às lesões dos QBs, também arriscou alguns passes – e mandou melhor que muita gente por aí Fitzpatrick Gabbert Keenum

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Terrelle Pryor fez boa temporada, mas jogará nos Redskins em 2017 (Foto: Getty Images).

Como há males que vem para o bem, as campanhas ruins têm rendido escolhas boas no draft. Em 2015 a franquia trocou a pick 2 com os Eagles por diversas escolhas futuras. Agora a previsão é que os Browns usem a pick 1 para escolher o defensive end Myles Garrett, melhor prospecto do College Football esse ano. Nos próximos dois drafts, Cleveland tem oito escolhas entre primeira e segunda rodada e mais oito entre terceira e quarta.

O que deu errado: tudo!

Vamos resumir a temporada dos Browns em apenas um jogo. Semana 2, jogo em casa contra o rival de divisão Baltimore Ravens. Cleveland anota três touchdowns no primeiro quarto e tinha o chute extra para abrir 21 a 0. O extra point foi bloqueado e retornado para dois pontos para os Corvos: 20 a 2. Os Marrons não pontuaram mais e sofreram a virada para 25 a 20.

Terceiro pior ataque em jardas por jogo e segundo time que menos pontuou. Segunda defesa que mais cedeu jardas totais, segunda pior defesa contra o jogo corrido… Esses são alguns dos top 5 negativos do Cleveland Browns em 2016. O time precisa de uma reconstrução urgente do elenco, e isso deve acontecer nos próximos dois anos com as muitas escolhas de draft.

A constante troca de quarterback também não ajudou em nada. RG III e McCown tiraram importantes minutos do calouro Cody Kessler e não renderam absolutamente nada. Griffin teve 2 TDs e 3 Int, já McCown teve 6 TDs e 6 Int. Kessler, em nove partidas, lançou 6 touchdowns, e sofreu apenas 2 interceptações.

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Torcedor do Cleveland não verá mais McCown levando sacks: foi dispensado pelos Browns (Foto: John Kuntz/cleveland.com).

Saldo: negativo, mas pode melhorar

Não há como dizer que é positivo perder 15 dos 16 jogos. Isso seria fazer o torcedor dos Browns de palhaço. Mas a diretoria vem trabalhando bem nos bastidores e arranjou um caminhão de escolhas de draft para 2017 e 2018.

A mais nova foi a troca genial por Brock Osweiler, ex-QB dos Texans, que trouxe consigo uma escolha de segunda rodada neste ano. Houston precisava se livrar de Brock para evitar seu contrato astronômico – e abrir espaço para tentar trazer Tony Romo. Sabiamente, Cleveland absorveu o contrato do quarterback, já que tem um salary cap grande (que precisa atingir um valor mínimo).

Osweiler foi uma espécie de brinde de Kinder Ovo quando você compra-o apenas por conta do chocolate. O ovo nesse caso foi a escolha de segundo round. Os Browns podem fazer o que quiserem com o brinde, dispensá-lo, trocá-lo ou até mesmo colocá-lo para jogar. No fundo, a diferença vai ser mínima.

Confira também as prévias de divisão da AFC Norte

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Vinícius Mathias

Vinícius Mathias

Jornalista e ala-armador nas horas vagas. Sofre nas ligas americanas com Timberwolves, Jaguars, Sharks e Angels. Se arrepende por não ter escolhido o Seahawks. Chelsea e Alemanha trazem felicidade no futebol, pelo menos. Fã de Aaron Rodgers, Jimmie Johnson, Kevin Garnett, Kimi Räikkönen e de uma Heineken bem gelada.


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